O pistache em Portugal é uma das culturas que mais utiliza a tecnologia Plantae, por isso vamos dedicar este artigo ao pistache. Na Plantae, nos dedicamos ao design, desenvolvimento e comercialização de tecnologia de sensores sem fio, para economizar água, melhorar a produção e a qualidade das colheitas.
A Plantae não vende plantas nem aconselha sobre a variedade ou tipo de pistache para plantar em sua área ou região. No entanto, vamos detalhar informações sobre o pistache em Portugal, suas variedades e a necessidade de controlar a irrigação com sensores.
Áreas ideais de pistache em Portugal
O cultivo do pistache em Portugal depende de vários fatores, razão pela qual nem toda a península é adequada:
- Horas de frio: Um mínimo de 1150 horas de frio influencia o repouso invernal, floração e polinização. Favorece produções de ciclo tardio.
- Calor estival: Temperaturas médias elevadas nos meses de abril a setembro favorecem a maturação homogénea do fruto.
- Geadas tardias: Temperaturas abaixo de -1,5 ºC entre março e maio podem destruir a flor e arruinar a colheita.
- Humidade relativa: Níveis elevados favorecem o aparecimento de fungos, pelo que as zonas litorâneas não são recomendáveis.

Mapas detalhados das zonas pistache em Portugal, ideais segundo diferentes fatores:




Apesar destas diretrizes, estão em curso estudos de adaptação em áreas condicionais devido à elevada procura do mercado de frutos secos.
Terra ideal para pistache em Portugal


- Solo arenoso argiloso: Ideal para o pistácio. É poroso, permeável e fácil de trabalhar.
- Solo franco-argiloso: Não recomendado para pistácio por ser excessivamente permeável e reter pouco as propriedades hídricas ideais.
- Solo limoso: Recomendado. É fértil e permite uma excelente absorção de minerais essenciais.
Variedades de pistache recomendadas
Dependendo do clima, o agricultor deve selecionar as melhores opções comerciais de plantação:
- Plantas enxertadas em viveiro: Variedades Kerman e Kastel são excelentes para zonas frias. Para áreas menos frias, as variedades Larnaka, Avdat, Mateur e Aegina oferecem ótimos rendimentos.
- Porta-enxerto + enxertia posterior: Os porta-enxertos mais utilizados na Península Ibérica são a Cornicabra, UCB1 e Atlântica.
Como se realiza o plantio do pistácio?
Quando as plantas chegam ao terreno, devem ser manuseadas com extremo cuidado:
- Retirar dos paletes e manter os vasos na vertical. Regar a cada dois dias, exceto em caso de risco de geadas para evitar o congelamento da raiz.
- Armazenar temporariamente num local escuro, ventilado e protegido das intempéries.
- Retirar o torrão com extremo cuidado e aplicar enraizador e húmus para incentivar a aderência no solo.
- Colocar o tubo protetor e o tutor (que deve permanecer por um período mínimo de cinco anos).
Ao ser uma planta polinizada pelo vento (anemófila), o compasso de plantio recomendado é de 6x6 ou 7x6 metros, intercalando cerca de 9 fêmeas para cada macho, posicionando as árvores masculinas na direção de onde provém o vento predominante (Norte ou Sudoeste).

Cuidados e ciclos de poda
A árvore do pistácio demora entre 5 e 6 anos a produzir os primeiros frutos, atingindo a plena colheita por volta do décimo ano. Durante a fase de crescimento, a poda estrutural anual é essencial:
- 1.º Ano (Fevereiro): Eliminar os ramos laterais inferiores, deixando apenas os três ramos principais de formação.
- 2.º Ano (Junho): Limpar a base do tronco até uma altura aproximada de 80 cm do solo.
- 3.º Ano (Fevereiro): Cortar ramos que concorrem na copa para potenciar as ramificações dos ramos principais até atingir cerca de 12 ramos secundários.
- 4.º Ano: Estruturar as ramificações secundárias até conseguir cerca de 24 terminais produtivos na copa.


Nutrientes para o pistácio
Uma excelente prática agrícola é a trituração dos restos de poda e restolho diretamente sobre o solo. Funciona como uma cobertura orgânica (mulch) que fornece nutrientes e ajuda a reter a humidade.
Além disso, o solo deve ser oxigenado pelo menos duas vezes ao ano e necessita de macronutrientes fundamentais:
- Azoto: Promove o crescimento vegetativo da árvore.
- Fósforo: Estimula a floração inicial e o vingamento da flor.
- Potássio: Vital para o transporte de açúcares e formação do fruto.
- Cálcio: Melhora a absorção radicular no subsolo.
Processo pós-colheita
A colheita é feita de forma mecânica ou manual assim que o fruto amadurece. O pistácio deve ser transportado e processado na fábrica num período inferior a 24 horas, sob o risco de oxidar a casca e sofrer ataques fúngicos.

Legenda do processo industrial:
Peneirador: Fluxo de ar para separar os frutos cheios dos vazios por peso.
Spotting (Manchamento): Avaliação da oxidação e controlo sanitário.
Calibrador: Separação por tamanhos comerciais (Superextra, Extra-Grande, Grande, Médio e Pequeno).

